Encontro das Irmãs sub-65 da região: Stella Maris
LISBOA, 27 A 31 DE AGOSTO 2024
“Peregrinas da Esperança”
Realizou-se em Lisboa, de 28 a 31 de agosto o encontro regional das Irmãs sub-65 da região Stella Maris com o tema de fundo: Peregrinas da Esperança.
A Ir. Isabel Gomes apresentou as boas-vindas e explicou quais os principais objetivos do encontro: promover o interconhecimento entre nós; fortalecer o sentido da esperança. A oração da manhã incentivou a todas a permanecermos numa atitude de disponibilidade e de entrega no “eis-me aqui” permanente.
Seguidamente fez-se a apresentação das participantes com uma dinâmica interessante de interconhecimento: primeiro em grupinhos de duas, depois em quadro e assim sucessivamente.
Para isso, cada uma de nós escolheu um símbolo e a partir dele fazia a sua apresentação tendo em conta o contexto onde cada uma está inserida.
Em seguida, a Ir. Isabel Balbino apresentou de forma sucinta o enfoque sistémico que é necessário ter para perceber a realidade da vida…
A pessoa está associada ao seu contexto. Pensar de forma sistémica implica uma forma nova de pensar e agir. Isto compromete a que cada uma assuma o seu papel. Deus criou tudo conectado e daí a importância do pensar sistémico…
Depois realizámos trabalho de grupo, a partir de cada contexto e sistemas em que estamos inseridas; as necessidades que se encontram nos membros deste Corpo; Consequências dos desequilíbrios existentes; Sugerir uma parábola ou passagem bíblica que ilumine toda a reflexão.

O dia 29 teve início com a oração da manhã vivida em grupos. A celebração do martírio de S. João Baptista iluminou a nossa oração e partilha orante.
A Ir. Isabel Gomes falou-nos, em seguida, do tema: Chamadas a converter-se em pessoas, começando por nos introduzir no tema: a transição vista como um processo interno, que nos dá um impulso para avançar, que enfrenta desafios, imprevistos, sofrimentos, dinâmicas de cura e de crescimento…
Quando nós falamos do ser pessoa em transição logo nos deparamos com a nossa vulnerabilidade e fragilidade. Como é importante sabermos abraçar a nossa fragilidade neste tempo de transição. Ela não é fraqueza, mas é coragem e está ligada à dinâmica da aceitação pessoal, saudável e aberta ao autocuidado e ao crescimento.

É a dança que fazemos entre o positivo e negativo que nos faz crescer. Aprendemos mais com as nossas derrotas, privações, dores, do que com o nosso sucesso. Dizia Maria da Paixão: “abandono… palavra chave. Não é algo que se obtém. É um caminho”
Somos seres em transição. Temos de aceitar e abraçar as nossas vulnerabilidades e debilidades com liberdade profunda e consciência, sem nos deixarmos arrastar por elas, assumindo o risco e avançar com alegria e esperança.

Depois de um tempo pessoal, para reflexão sobre: as fragilidades e vulnerabilidades que experimentamos; realidades positivas que ajudam na caminhada; o que nos tem ajudado a alimentar a nossa vida e a nossa vocação; a comunidade está no centro da mudança… Como contribuir para isto seja uma realidade na nossa vida pessoal e comunitária.
Pela tarde houve mudança de plano. Começámos por realizar um trabalho de grupo sobre a pastoral vocacional para a região Stella Maris, mais focado no que poderemos realizar como região para o Jubileu dos Jovens, de 28 de julho a 3 de agosto de 2025, em Roma.
Este trabalho de grupo foi entregue à equipa dinamizadora deste encontro.
Pelas 16 horas partimos de metro para visita e eucaristia na igreja de Santo António de Lisboa, uma vez que muitas de nós ainda não a tinham visitado e foi uma linda oportunidade de conhecer, rezar e estar no lugar onde nasceu Santo António… (de Lisboa? de Pádua? Afinal para as Irmãs de Itália, ele é o santo…)
À noite, com a comunidade de Santo António, foi vivido um tempo de descontração e de convívio, bem animado e cheio de alegria, onde não faltaram as guloseimas que as Irmãs trouxeram das suas realidades.

No dia 30 foi a visita (peregrinação) ao Santuário de Fátima. Foi um dia de oração e de convívio junto a Maria, a Senhora do Ecce e Fiat, a Senhora de Fátima.
À chegada tivemos a oportunidade de fazer adoração eucarística; visita à exposição temporária “Rosarium” e eucaristia na basílica da Santíssima Trindade. Em seguida, deslocámo-nos ao museu do Santuário para uma visita guiada, seguindo imediatamente para o local do piquenique tão generosamente preparado pelas irmãs de Chaby Pinheiro e pela equipa coordenadora. Foi tempo de alegre convívio, partilha fraterna e de reconforto. Em seguida, houve tempo “livre” para rezar, visitar e deixar-se penetrar pelo espírito de silêncio e de oração que se respira em Fátima.
Durante a tarde fizemos a via-sacra da região Stella Maris, onde estiveram bem presentes cada uma das comunidades da região e toda a situação do mundo sedento e em busca do novo dia da Paz e do Amor.

Pelas 18.30 participámos com os peregrinos na recitação do terço, seguindo-se o jantar ainda em Fátima, onde não faltaram as deliciosas pizzas tão características do sector da Itália, a visita surpresa das Irmãs de Vila de Rei e da Maria Augusta da comunidade de Santo António do Centenário.

Regressámos a Lisboa “cheias” de entusiasmo e em atitude de louvor ao Senhor pelo dom das Irmãs, pelo dom da fraternidade, pelo dom de toda a equipa que animou este encontro. Partimos, no fundo de nós mesmas, mais animadas e fortalecidas na missão que Ele confia a cada uma de nós.
Obrigada! Gracias! Grazie!
Ir.Lurdes Farinha, fmm
Setor de Portugal




